terça-feira, 26 de outubro de 2010

porque respiro...

equação química da respiração




…tenho sede e não é sede
Tenho fome e não é fome
Sinto na boca algo de vida
Que me sabe à própria morte

Tudo vejo, nada alcanço
Num imenso desassossego
 Não é cuidado nem receio
É quiçá coisa do medo

E tenho sede mas não é sede
Que Adamastor algum farte
Com vagas de mar à proa
Ou naufrágios de outra arte

E tenho fome mas não é fome
Em que o corpo desfaleça  
De carnes que já não cubram
A alma como certeza

Tudo alcanço, nada vejo
Mártir que sou da sorte
Tenho da luz a sede
Da noite eu tenho a fome

Sede das lágrimas que poiso
Na lividez da palavra
Na fome de um qualquer poema
Fome + sede + verso = a nada…


jorge du val

4 comentários:

  1. Adorei aqui!
    Tudo...
    E também adoraria ver tua honrada visita pelas minhas chafurdadas coisas;
    carladiacov.blogspot.com
    larcavodica.blogspot.com
    odesimundasdoneochiqueiro.blogspot.com
    carlacarlacarlac.multiply.com

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  2. Olá!!
    Vi sua poesia lá no Recanto dos Autores!!Parabéns!
    Estou te seguindo.
    Se puderes visite o meu blog:
    vivian-floreselivros.blogspot.com

    Sucesso!!!
    Atenciosamente

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  3. Olá!!
    Obrigada por retribuir a visita!!
    Seja Sempre Bem Vindo!

    Atenciosamente

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  4. Olá, passei rapidamente para uma visita...Voltarei com mais tempo e levarei seu link...
    Agora volto para o meu trabalho.
    Um abraço

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